Quinta, 17 Out 2019

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O Verdadeiro Líder PDF Imprimir E-mail
Artigos

Por Geime Rozanski

Com o termo “verdadeiro” viso apenas identificar e diferenciar, entre tantas possibilidades e extensa bibliografia  sobre o líder, aquele indivíduo que é garantia de liberdade e de personalidade, aquele que é capaz de ser vetor de funções, vetor de valores humanos, que é resultado, não só de uma carreira, mas também, uma predisposição natural, aperfeiçoada através da experiência, pois primeiro nasce e depois se torna.

Que talentos, que competências, que perfil e conhecimentos deve ter? Ao infinito! O certo é que se um indivíduo nasce com esta predisposição mas não é capaz de concretizá-la, não consegue adquirir aquela cultura, experiência e técnicas apropriadas, não tem disposição para fazer determinados sacrifícios, ele adoece, entra em crise e sofre mais do que os outros. Muitos esquizofrênicos e neuróticos são  assim porque não foram capazes, por meios e vontade, de aperfeiçoar-se e concretizar a sua capacidade nativa.

Se um indivíduo tem a capacidade natural, a vocação para ser líder, é necessário responder não obstante os sacrifícios e o sofrimento para construir-se. Este líder é um vocacionado pela natureza em função de uma globalidade e não de si mesmo, não é uma construção social, cultural.

Afirmações como: “O homem é a medida de todas as coisas” de Parmênides; “Conheça-te a ti mesmo e conhecerás os  deuses e o universo” de Sócrates; "O homem é lobo do próprio homem" (Sartre); "O homem, este Desconhecido" (Alexis Carrel), "O Homem Unidimensional" (Marcuse), traduzem a dicotomia existente e o caminho de reconstrução, cuja solução depende de um valor interno a ser realizado por cada um.

O homem-líder superior interroga tudo para compreender a si mesmo, não pode identificar-se com o seu corpo que muitas vezes tem um peso estranho; não pode ver-se absorvido pelo mundo, nem definir-se fora dele. Quando pesquisa o mito, já se sente fora dele e quando explora o inconsciente se adverte como distinto.

Na medida em que descobre as dependências e condicionamentos, intui a interioridade da própria consciência como algo de unitário. A sua consciência tem sempre algo de provisório, de retificável como um desejo nunca satisfeito que se alimenta de si mesmo e sempre prolongado no futuro.

Nunca é um fato definido, está sempre centrado na instabilidade. É infinitamente mais do que seu ato e é uma subsistência consciente de poder ser. Tudo nele é problemático porque pode dirigir-se ou não ao bem e por que está inclinado ao bem supremo, depois de toda a escolha, o bem se coloca ainda mais além.

Congrega em si a realidade de todos, a realidade de uma situação, de uma história, engloba o passado e pré-condiciona o futuro - pelo modo como elabora a aprendizagem.

Aprende ser e fazer de acordo com as coordenadas da sua inteligência, garantindo assim, a funcionalidade de todos. Não sufoca, não destrói. Sabe servir, sabe fazer funcionar, sabe construir a harmonia das relações entre todos para que exista o máximo de produtividade. Sabe usar a proporção exata segundo a realidade em que se encontra, de acordo como se move a energia, a dinâmica das relações, momento a momento, situação a situação de modo a dar a solução exitosa.

É um buscador da sabedoria da vida, um entendido em “gente” que busca e aprende como “gente”, funciona como “gente”, coopera entre si e o mundo para exercitar seus talentos, encontrar sentido para sua vida e felicidade na sua caminhada. É um produtor de progresso, de habilidades, de bens para si e para o grupo Através da sua auto realização, realiza também o coletivo, estimula as pessoas a empresa, a sociedade, vitaliza-a, estabelece uma dialética que dá impulso de progresso a todos; Pode moldar uma performance de excelência imprimindo um comportamento pró-ativo e realizador.

Mas para isso, é preciso que ele seja capaz de veracisar as próprias convicções, colher-se na sua dinamicidade  e não filtrar a realidade atual com base nos arquivos de informações antigas, previsões, estatísticas, regras.

Perdido este senso de orientação, fica-se à mercê de um sistema de crenças e valores que desde a infância nos foi tecido, motivo pelo qual muito freqüentemente sacrificamo-nos sobre o altar da função social a própria autenticidade. Desenvolvemos uma personalidade esquema, de memorização de modelos interiorizados que funciona como um código seletivo de reconhecimento.

Hoje, exige-se um ritmo de mudança tal que “quem anda devagar, voa”. Mas, como enfrentar os desafios do presente (o novo) com os valores e experiência do passado?

O desafio não é vencer o outro, concorrer com o outro mas, concorrer consigo mesmo, autosuperar-se continuamente, superando a própria limitação e ampliando os limites da sua consciência, rompendo os velhos paradigmas, deslocando a atenção do externo para o interno, à imaginação, à intuição, à percepção, deixar fluir e gerenciar a sabedoria latente, autenticar-se de acordo com as normas da natureza humana.

A natureza humana contem em si leis naturais, valores universais que embasam hábitos e comportamentos, procedimentos e ações altamente operativas e funcionais. Porém, quando o seu comportamento não concretiza a sua identidade, comportando-se de forma distônica a si mesmo, produz disfunção e erro em todas as suas ações. Assim, a sua decisão consciente de bem aplicar, de bem investir ou de bem contribuir para construir é precedida por um erro que compromete o resultado final; É como se fizesse a medição de uma área com  um metro que mede apenas 90 cm. em vez de cem: todos os resultados estarão incorretos. Tudo porque lhe falta a exatidão e a inteligência da autorealização.

É justo, possível, verdadeiro e belo poder decidir  a própria construção histórica. Consiste apenas de uma adequação às normas da sua natureza humana e de uma escolha sincrônica a ela.  É uma liberdade, uma escolha e uma busca inteligente.

A doença, a crise ou falência serve-nos como um alerta: é uma mensagem e uma oportunidade para descobrir funções  ignoradas, desvirtuadas ou esquecidas. É a sinalização de um erro cometido contra e lei fundamental da vida em si, um erro técnico operacional que é preciso reparar. É como se a vida dissesse:

Você precisa tornar-se verdadeiro, ficará doente e fracassará na medida em que não o fizer e só ficará bem, quando se tornar autêntico.

Portanto, a saúde (física, psicológica e social) e  o poder de investimento é sempre um critério de boa conduta com a grande lei da vida.

A vida é em si mesma uma ciência exata. Não conhece boa fé, não conhece a esperança. Conhece o ato de si mesma:  Gratifica quem acerta, quem for sincrônico com as suas proporções; Destrói e mata quem erra, mesmo se em boa fé ou por amor.

Você pode fazer isto acontecer. Você  pode ser a concretização do seu existir em regime pleno, fecundo e total. Você pode fazer de você mesmo, de sua família ou organização, locais onde a vida age, não como uma força qualquer mas como uma força ordenada, formalizada e determinada por funções específicas e para efeitos específicos.

O sucesso integral é construído na medida em que se Sabe tudo o que se É - Fazemos tudo o que Sabemos e Somos tudo o que Fazemos!

Geime Rozanski - Consultor de Carreira, de Desenvolvimento Pessoal e Organizacional

Contato: (51) 3333.3296 / (51) 9807-5116 ou  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.